O que Deus diz sobre as mulheres

DEUS É SEXISTA?

Como o Deus em que os cristãos creem vê as mulheres?

PRECISAMOS CONVERSAR A ESSE RESPEITO!

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    Como devo processar essas passagens do Antigo Testamento em que as mulheres são tão maltratadas?

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    Por que devo ou não devo lecionar nessa classe na igreja, ou fazer esse estudo?

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    Como lidar com a acusação de que ensinar submissão conduz ao abuso de mulheres?

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    O que a fé tem a ver com meu desejo de ter ou não ter filhos?

Essa é uma questão urgente!

 

Se existe um Deus que criou a nós, seres humanos, então nosso relacionamento com esse Deus deve ser a coisa mais importante do universo. E, se esse Deus nos criou como homens e mulheres, precisamos perguntar o que nosso Criador pensa a respeito dessas criaturas masculinas e femininas que fez. Essa é uma questão urgente. As vozes ao nosso redor falam de questões de gênero, sexo e sexismo; em meio a um turbilhão de opiniões, precisamos saber como Deus nos vê como homens e mulheres. Mas nós precisamos de mais. Precisamos ouvir a Deus, que nos fala pessoalmente, a nós seres humanos, por ele criados, a quem ele ama e conhece, até cada fio de cabelo e cada órgão do corpo. Temos necessidade de responder a ele. Este livro não é sobre teoria; é sobre como vivemos, pois fala de quem nós somos.

 

Enquanto perguntamos o que Deus diz especificamente sobre as mulheres na Bíblia, é importante lembrar que a maior parte da Escritura não é a respeito das mulheres; a Bíblia fala sobre o Deus que fez mulheres e homens, salvando-os por intermédio de seu Filho. Os salmos e as orações da Bíblia não são específicos a um gênero; todo ser humano clama a Deus em louvor, lamento ou adoração. A maioria dos mandamentos e das promessas de Deus não é específica a um gênero; todos nós somos chamados a amar a Deus, a crer em seu Filho e a confiar, por meio de seu Espírito Santo em nós, no poder do Cristo ressurreto. No entanto, existe uma realidade distinta de masculinidade e feminilidade que aparece no início da Bíblia e opera diretamente até o final. Por quê? O que isso significa?

 

Essas questões são difíceis e, algumas vezes, até mesmo dolorosas, porque nós sentimos um temor compreensível de que estabelecer distinção prejudique as mulheres. Eu escrevo, e você lê, em um mundo no qual as mulheres têm sido (e ainda são) prejudicadas pelos homens. Basta olhar para a história da humanidade, inclusive para a história da Igreja, para encontrar modelos de mulheres que são tratadas de forma injusta e sem amor. Trabalhamos arduamente para nos distanciar dos preconceitos passados — ou seja, do prejulgamento sobre as mulheres, não baseados na realidade e que foram usados para impedir e ferir profundamente metade da raça humana.

 

Por causa do preconceito, não se permitia às mulheres ter propriedades ou participar de eleições; as pessoas prejulgavam que as mulheres, como uma categoria, ou não seriam inteligentes o bastante ou não teriam valor suficiente para responsabilidades dessa natureza. Em algumas culturas de hoje, nas áreas da política e da educação, as mulheres não contam com os mesmos privilégios dispensados aos homens; as meninas e as mulheres são prejulgadas como inferiores e incapazes. Nas culturas que avançaram para além dessas desigualdades explícitas, ainda permanecem os preconceitos. Tomando apenas um exemplo, um professor perguntou a uma amiga minha que está em processo de concluir uma pós-graduação se todo aquele trabalho valeria a pena, considerando o mercado de trabalho e o fato de que provavelmente ela teria filhos e criaria uma família no futuro. No mundo inteiro, a humanidade ainda combate os efeitos arraigados dos preconceitos dos séculos passados.

 

A fim de combater a cultura do preconceito, instintivamente procuramos seguir adiante, deixando para trás práticas e juízos equivocados. Porém, é bastante comum que a Bíblia faça parte do que se deixa para trás. O Antigo Testamento, em especial, está recheado de histórias que nos lembram mulheres que não são bem tratadas e são desvalorizadas. Parece que o Novo Testamento contém instruções segundo as quais as mulheres são tratadas de forma preconceituosa. Os antigos preconceitos têm de acabar, afirma-se, para que venha a nova igualdade.

 

Mas eis a ironia: para progredir na história da humanidade, temos de voltar ao começo e encontrar o caminho. E, para saber o que fazer no ponto em que estamos e para onde devemos ir, temos de descobrir como chegamos até aqui. E se o problema não for o fato de as pessoas se agarrarem a juízos antigos demais, mas, sim, o de estarem apegadas a juízos que não são suficientemente antigos?

 

O passado remoto faz toda a diferença. De fato, os capítulos iniciais da Bíblia nos contam que, hoje, todas as coisas e todas as pessoas são prejulgadas — mas não por um ser humano e não de uma forma que oprime, mas que abençoa. Para entendermos isso melhor, temos de voltar ao início e ao único que é perfeitamente capaz de julgar qualquer coisa e qualquer pessoa. Temos de nos voltar ao Deus que fez tudo, inclusive a nós. Para falar sobre a criação da humanidade, é comum darmos um zoom direto em Gênesis 1.27. Na verdade, é para esse versículo que temos de ir: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”

 

Vamos primeiro nos deleitar no grandioso capítulo de abertura da Bíblia. Aqui estão as raízes de nossa história. Aqui está o princípio das respostas àquilo que ansiamos por conhecer: de onde viemos, quem somos e como nos encaixamos nesse rodopio do fluxo da vida no qual somos tragados. Esse é o aparador frontal da história toda e, se não o colocarmos em seu devido lugar, não conseguiremos extrair sentido de nossa parte em tudo isso.

 

Você acabou de ler um trecho do livro "O que Deus diz sobre as Mulheres", de Kathleen Nielson!

O que Deus realmente diz sobre as mulheres? 

 

Há uma maneira de ver essa mensagem não somente como algo que deve ser crido, mas também apreciado?

 

Neste agradável livro em formato de conversa, Kathleen Nielson analisa aquelas passagens da Escritura com as quais as mulheres mais lutam, seja de forma aberta ou não, principalmente dentro das igrejas: ministério pastoral, submissão, abusos, etc...

 

Junte-se a Kathleen em sua pesquisa por respostas honestas para perguntas difíceis e surpreenda-se com a beleza do plano de Deus para as mulheres.

 

 

Kathleen Nielson

Atua como consultora sênior e editora de livros no ministério The Gospel Coalition, após dirigir a área de Assuntos Femininos de 2010 a 2017. Autora e palestrante, Kathleen já lecionou literatura e ama estudar as Escrituras com mulheres. Ela e o marido, Niel, moram em Wheaton, Illinois, e, em parte, em Jacarta, na Indonésia, onde Niel lidera uma rede de escolas e universidades cristãs. Eles têm três filhos e cinco netas.