10 Acusações contra a Igreja Moderna - Paul Washer
Paul Washer - 10 Acusações contra a Igreja Moderna

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.”

1 Timóteo 4.1

Oferecer esta palavra é um grande privilégio para mim. É um privilégio extraordinário tratar sobre assuntos como avivamento, reforma, a obra de Deus entre seu povo e entre os homens. Mas nesta reflexão, desejo compartilhar com vocês uma acusação – mas é uma acusação de esperança.


Enquanto eu orava sobre o assunto que abordaria, cheguei a uma grande conclusão, uma grande preocupação que foi colocada em meu coração: precisamos de avivamento. Precisamos de um despertamento. No entanto, não podemos esperar que o Espírito Santo venha e arrume toda a bagunça que temos feito. Temos instrução clara da Palavra de Deus sobre o que ele fez por meio de Cristo, como ele espera que vivamos, como espera que organizemos sua igreja. Há pouco proveito para os homens em clamarem por manifestações extrabíblicas, quando os princípios bíblicos são violados ao nosso redor.


Quero que vocês saibam isto: há pouca necessidade de o Diabo e os homens maus se oporem a um homem que ora por avivamento, se este homem não está, também, labutando por reforma. Deus nos deu a verdade, e não podemos apenas fazer o que é certo aos nossos próprios olhos e esperar que o Espírito Santo venha e abençoe nossos labores.


Quando examinamos o Antigo Testamento, vemos que Moisés recebeu uma explicação detalhada, bem detalhada, de como construir o Tabernáculo. Ora, a explicação foi dada por causa de Moisés ou por causa do povo de Deus? Creio que tal explicação foi dada a Moisés para revelar que Deus é específico em sua vontade, e não devemos imaginar que podemos pegar o menor detalhe e ignorá-lo.


Sei que sou um homem fraco, golpeado por minha fraqueza, mas tenho uma acusação. Não posso chamá-la de minha acusação, pois quem sou eu para acusar alguém? Não ouso chamá-la de acusação de Deus, pois como posso me aproveitar do seu nome? Mas direi isto: quando olho ao redor, vejo a igreja e a comparo com a Escritura, percebo que há certas coisas que têm de mudar.


Não sou Martinho Lutero. Estas não são as minhas 95 afirmações pregadas na porta da igreja de Wittenberg. Mas isto tem sido um fardo em meu coração e tenho de compartilhá-lo. Tenho de compartilhá-lo! O que lhes direi enfurecerá alguns de vocês, mas permitam-me adverti-los. Talvez possam acusar-me de arrogância. Talvez não gostem da maneira como apresento o assunto. Muitas vezes tenho sido arrogante e apresentado a verdade de maneira errada; mas não permitam que isso seja uma desculpa para vocês. A pergunta é esta: o que estou dizendo é verdadeiro, embora seja apresentado por meio de um mensageiro imperfeito?


Outros de vocês se regozijarão no que ouvirão e desejarão dizer: “Amém”; talvez até levantem os braços. Mas, por favor, não façam isso, porque todos nós possuímos uma medida de culpa. Se você já chegou a algum estado espiritual, eu diria o que meu irmão já disse: “Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” (1 Co 4.7). Não é melhor adorar a Deus com humildade?


Se você é um pastor novo, não desejo que você pegue estas verdades e as leve de volta à sua igreja, para bombardear sua igreja, sem amor. Cuide em que seus joelhos sangrem antes de você começar qualquer tipo de reforma. E, se você é um pastor velho, que tem servido ao Senhor por muitos anos, rogo-lhe que não seja arrogante. Um rei velho e tolo pode aprender do menor de seus servos.


Também lhes peço isto: tenham coragem de mudar tudo, ainda que seja o último dia de sua vida. Pelo menos vocês podem ir para a glória cientes de que tentaram uma reforma bíblica.


Direi isto como uma advertência aos homens mais velhos. Por favor, ouçam-me com atenção. Conheço a admoestação dada em 1 Timóteo 5 sobre a maneira como devo dirigir-me a vocês. Por isso, dirijo-me a vocês daquela maneira. Hoje, um grande despertamento está acontecendo neste país! E não somente neste país, mas também na Europa, América do Sul e muitos outros lugares. Vejo homens jovens voltando-se para a rocha da qual foram cortados. Estão lendo Spurgeon e Whitefield. Estão ouvindo Ravenhill, Martyn Lloyd-Jones, Tozer e Wesley – é um movimento grande, incrível! Visto que a mídia popular e Christianity Today não descobriram o que está acontecendo, quero que saibam que eu jamais teria sonhado, 15 anos atrás, que veria o despertamento que estamos vendo, não por meio de meu ministério, mas por meio do que Deus está fazendo sem qualquer dos nossos ministérios.


Quer seja na Holanda, onde milhares de homens jovens declaram: “As coisas têm de mudar” e clamam toda a noite, em oração, pelo poder de Deus e a verdade da Escritura; quer seja na América do Sul, onde reconhecem que têm sido grandemente influenciadas por psicologia e todos os tipos de técnicas de evangelização superficiais procedentes dos Estados Unidos – agora, quebrantados e entristecidos, eles estão voltando atrás e evangelizando suas igrejas. Ou também nas cidades dos Estados Unidos, onde tenho ficado, às vezes, até duas ou três horas da manhã discutindo teologia com jovens afro-americanos, os quais Deus levantará para fazer mais pregação do que alguém pode imaginar. Há um despertamento!


Direi isto com ternura: muitas pessoas de mais de 40 anos não têm sequer um indício deste despertamento. Muitos homens jovens estão retornando aos grandes ensinadores dos séculos anteriores, aos velhos caminhos e às verdades que trouxe tempos de despertamento a este mundo. A maioria desses homens jovens são bem jovens. Eles procuram seus líderes e lhes dizem: “Vejam o que descobrimos! Vejam o que aconteceu no País de Gales! Vejam o que aconteceu na África! Vejam isto! Vejam aquilo! Vejam este ensino! É totalmente admirável!”


E a maioria dos homens velhos de nossos dias ou rejeitam isso ou dizem: “Não é nada diferente do que tenho pregado nestes 25 anos”. Mas, de fato, é totalmente diferente do que eles têm pregado nos últimos 25 anos. Portanto, precisamos ser muito, muito cuidadosos para entender que Deus está fazendo uma grande obra. “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).


Muitas pessoas têm a idéia de que trarão um avivamento por meio de oração. E outras pessoas dizem: “O avivamento virá, quer oremos, quer não”. Não defendo nenhum desses pontos de vista, porque sei isto: quando vejo homens, mulheres e jovens em todo o mundo orando por um avivamento, para mim isso é as primícias do avivamento! E posso levar em conta o fato de que aquele que dá as primícias dará também a colheita plena.


Agora, quero considerar as dez acusações – coisas que creio têm de mudar na igreja moderna.

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